Projeto avalia os impactos de mudanças climáticas nos manguezais fluminenses

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O Brasil possui a segunda maior extensão territorial de manguezais, perdendo apenas para a Indonésia. Eles estão presentes em todo o litoral brasileiro, desde o Amapá até o município de Laguna, em Santa Catarina. Esses ecossistemas, com árvores de raízes aéreas e retorcidas, equilibradas na lama e na água salobra, são fundamentais para o equilíbrio ambiental. Afinal, são verdadeiros berçários naturais de diversas espécies, como peixes, moluscos e crustáceos, que neles encontram condições ideais para reprodução e abrigo. “Os manguezais protegem a costa contra os ventos e a inundação do mar, sendo fontes de subsistência de populações, pela pesca e turismo”, disse o oceanógrafo Mário Luiz Gomes Soares, coordenador do Núcleo de Estudos em Manguezais (Nema) e do programa de pós-graduação em Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).     
Essa riqueza natural, contudo, pode ser comprometida pelas mudanças climáticas em curso no planeta. Para avaliar como o aquecimento global e outros fatores ambientais vêm afetando esses ecossistemas, Soares coordena pesquisas sobre o nível de vulnerabilidade dos manguezais, que tiveram início no estado do Rio de Janeiro, com apoio da FAPERJ, e se ampliaram para outros estados brasileiros, em projetos desenvolvidos com a rede de pesquisa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Ambientes Marinhos (INCT-AmbTropic), coordenado por pesquisador vinculado à Universidade Federal da Bahia e destinado ao estudo das respostas do litoral brasileiro às mudanças climáticas.

A matéria na íntegra poderá ser lida no site da Faperj